Kevin Jordan
# estranho. esse definitivamente é estranho. aquilo tudo de pentelhos pra emoldurar uma gravura tão pequenininha...rs
# esse cara é aquele que tava correndo na velocidade 14 da esteira. caraca, então tá explicado porque mantém aquele pique. que coxas!
# não, não... puta merda tem que vir logo pro meu lado esse gordo chato. vou fazer cara de paisagem senão ele vai puxar papo e hoje não tô afins. - oi. - oi. isso... vai tomar banho seu gambá suarento.
# gente, não acredito... como esse menino tá forte! rá, duvideodó que não tá tomando bomba. ô se tá!
# ai... não vou nem olhar. sabia! ha-ha-ha é claro que lindo-loiro-olhos-azuis-malhadésimo-tatuagem-abdomentanquinho, tinha... lóóógico que ter pau grande. óbvio! quem disse que deus faz as coisas pela metade? já que tem que dar, já dá tudo de uma vez pra um filho da puta só, né? aí fica essa coisa deus grego! vá te fude viu!
# coitado. será que esse cara acredita mesmo que um dia aquilo tudo vai voltar pro lugar? não, né? acho que ele vem pra cá só socializar. poliana... isso! a partir de hoje você vai ser o poliana! huahuahua
# bonito, hein? meio assim levantado, apontando pro lado esquerdo, tamanho legal, grosso, rosinha. moço, parabéns! tá eleito o pau perfeito.
# vai cretino! isso... abaixa assim pra enxugar as pernas! vai! tu tá achando que pode botar essa bunda redondinha, musculosa, bronzeada, linda na cara de todo mundo e esfregar, né? filho da puta. só porque eu tenho a banda esquerda da bunda meio caída tu fica aí me complexando com essa bunda musa de escultor grego. deixa estar... até dezembro te mostro como vai ficar a minha. vai ver só.
# lá vem o debi e o lóide. grandes, musculosos, tatuados e completamente idiotas. claro que deve haver duas patys loiras, siliconadas e totalmente burras esperando esses dois lá fora. claro!
# tava batendo punheta no chuveiro! só pode. essa cara de 17 anos, com jeito de que aprontou alguma, esse volume na cueca e vindo de lá do box já de cueca? tava batendo punheta... safado!
# humm o professor novo de step. putz olha o sorriso! sorriso o cacete, olha esse corpo! ah não... por favor. cara, você tem 0% de gordura nesse corpo? é isso?
# chega!!! tá tudo aqui? tá. o cabelo tá legal? deixa ver... tá!
- valeu galera, até amanhã!
3:27 AM Embarque aqui:
Digital Vision
sexo é bom, muito bom e não acredito que alguém discorde disso. talvez os virgens, pelo desconhecimento, o que definitivamente não parece ser o caso de ninguém que leia esse blog.
se for feito com alguém que você ama, pode ser melhor ainda. as vezes não, uma boa foda casual pode proporcionar momentos inesquecíveis e é aí que entra o assunto deste post: você faz na cama com seu namorado, aquilo que você fantasia ou faz com um desconhecido?
se sua resposta for sim, pode parar de ler este post por aqui. se for não, conversemos...
uma coisa que sempre me encanou, foi o porque das pessoas ainda possuírem tanto pudor quando o assunto é sexo. ou melhor, o exercício da libido.
talvez por moralismo, ou por sermos herdeiros dessa cultura católica de culpa, não sei... até nós gays tendemos a sentir um certo complexo de culpa(mais?) quando a coisa foge do papai-mamãe - no sentido figurativo, lógico - ou daquele sexo basiquinho.
eu desde adolescente, fui um curioso nato e um tarado por excelência, devo admitir. isso fez com que eu explorasse minha libido das mais variadas formas, fazendo com que hoje eu saiba com tranqüilidade aquilo que me proporciona prazer e os limites do que aceito ou não na minha vida sexual.
a mim sempre pareceu muito saudável uma postura assim, porque essa experiência hoje faz com que eu busque realizar com meu parceiro, aquilo que me agrade e lhe agrade ao mesmo tempo, para que ambos não tenhamos a necessidade de buscar na rua, aquilo que não encontramos dentro do relacionamento.
acho normal a diminuição da libido de um casal com o passar do tempo, mesmo havendo um esforço mútuo em manter a criatividade na hora do sexo. o que dizer-se então quando não existem possibilidades maiores já de saída? aí acho que a situação não se sustenta por muito tempo e convenhamos, sexo é fundamental para a saúde de qualquer relacionamento.
cansei de ouvir histórias sobre casais apaixonados que eram um conto de fadas até chegar na cama. aí a coisa desandava. e porque isso acontece, já que fora do relacionamento ambos podem ser ótimos amantes?
uma possibilidade talvez seja a de que as pessoas pensem no que seus parceiros pensariam delas, caso elas se mostrassem exatamente como são. com seus apetites, suas fantasias, seu medos e suas taras. uma insegurança boba que, a meu ver, pode ser superada com um papo sincero ou com tentativas gostosas durante o sexo, demonstrando as intenções e criando um joguinho que leve a realização da fantasia.
recentemente tive um parceiro que em determinada ocasião apareceu no quarto vestido com uma roupa leather, encarnando um daqueles personagens sado-maso e em outra, vestido de Indiana Jones. ambas a princípio, me pareceram engraçadas e corta-tesão, mas que demonstrou ser depois, algo extremamente prazeroso para nós dois. então porque não encarar? porque não proporcionar a realização desse fetiche ao outro se isso é importante pra ele?
por mais cara de coluna barata, daquelas de aconselhamento de casais, que esse post possa ter, acredito que seja um assunto que pouca gente se propõe a discutir e encarar com naturalidade no seu dia-a-dia.
mesmo sexista e machista, ainda acho graça e fundamento na piadinha de Juca Chaves, que dizia que a postura ideal é aquela onde se é uma dama na sociedade e uma puta na cama.
3:18 PM Embarque aqui:
BÁRBARA
leia o primeiro anúncio.
agora leia o segundo.
sabe qual a diferença entre ambos? a impossibilidade, neste caso, de que o segundo venha a ser publicado.
por quê? porque por trás de ambos, está a mesma pessoa.
parece engraçado eu sei, mas na verdade acredito ser muito triste. da mesma forma que não pedi para nascer gay, as travestis não pediram para nascer com a necessidade de serem mulheres. eu já conversei com algumas delas e todas me disseram a mesma coisa, que só passaram a sentir-se felizes e realizadas quando tornaram-se "mulheres". segundo elas, a idéia de viverem num corpo masculino é extremamente incômodo, excetuando-se o orgão genital masculino, que lhes dá prazer.
transformação feita, é hora de encarar outro tipo de pesadelo que é viver numa sociedade preconceituosa e machista como a nossa. é de se imaginar, que elas possuindo vocação e inteligência como as de qualquer outra pessoa, podem ter decidido estudar advocacia, medicina, administração ou qualquer outra coisa. então, que chances possuem em seguir alguma carreira nestas áreas? eu diria nenhuma. Nenhuma porque em 37 anos anos de vida, não me recordo de nenhuma de minhas dentistas, médicas, professoras, serem travestis. e que opções existem hoje, para quem decide transformar-se? eu só conheço duas: ser cabeleireira ou prostituir-se.
some-se a este panorama, a idéia de que essas pessoas convivem com a discriminação e o preconceito, quando não com a agressão física, 24 horas por dia, 365 dias por ano. aí alguém ainda pergunta: - porque será que elas são tão agressivas e violentas? não é difícil imaginar, é? porque elas devolveriam rosas, para uma sociedade que lhes atira pedras?
hoje li num jornal daqui de sampa, que uma ONG em Londrina montou uma peça apenas com travestis, entitulada "Eu Quero Viver de Dia". que trata exatamente desta questão abordada aqui. parece ser uma luz no fim do túnel, para quem é uma minoria dentro de outra minoria, obrigadas a viver escondidas nas marginais madrugadas de uma vida sem perspectivas.
desejo-lhes boa sorte, de todo coração.
p.s.1: não gostaria que confundissem as travestis e as transsexuais, porque são universos e psiqué totalmente distintos, apesar de algumas pequenas semelhanças. talvez um dia faça um post sobre este tema;
p.s.2: como podem notar, aceito agradecido aulas de Photoshop caso alguém se disponha a me ensinar =[
11:36 PM Embarque aqui:
VAPRAPUTAQUEOSPARIU, VIU!!!
3:03 AM Embarque aqui:
Peter Adams
1978. uma cidadezinha calorenta no interior de são paulo. 8:30hs da manhã. aula de educação física no colégio público. 5a., 6a, 7a. e 8a. séries reunidas para avaliação bimestral. a avaliação, um teste de cooper. algo com tempo marcado e nota de acordo com o desempenho na corrida.
Marcelo tem 12 anos, 5a. série, sorriso fácil, bonito, alto, coxas grossas no shorts curto, penugem que em breve serão pelos espessos. o pau infantil já grande e grosso, prestes a transformar-se em cacete adolescente com uma cabeça bonita e lustrosa. a bunda carnuda adornada com um botão de flor rosa. botão-flor-rosa-cu-virgem.
Victor tem 14 anos, 8a. série, loiro de olhos azuis mar. mar não, céu. corpo feito/perfeito. pernas tortas. coxas de jogador de futebol. cabelos encaracolados. pau branco lindo, com um prepúcio macio guardando a cabeça vermelha e sulcada. um sulco largo e generoso que expele generosa quantidade de uma baba transparente. um pau que passa o dia entumescido com qualquer contato que seja. cueca, shorts, calça.
nunca se viram. nunca sequer se cruzaram por aí. mas diante do evidente desespero de Marcelo por nunca na vida ter feito tal teste, Victor de aproxima.
Victor: - oi, tudo bem? você parece nervoso. prazer, meu nome é Victor.
Marcelo: - oi, prazer Marcelo. pois é. o que é esse teste de cooper que o professor vai dar?
Victor: - não se preocupe. ele cronometra 12 minutos no relógio e você deve correr em volta da quadra neste tempo. só isso. mas, vou te dar uma dica. não corra muito rápido no início. crie um ritmo e siga ele até o final. não tem o que errar. vai lá, tua turma é a primeira.
Marcelo: - poxa valeu, hein. até mais.
Marcelo correu e se não foi o melhor, ficou acima da média. aguardou Victor correr e viu que este sim, foi o melhor de sua turma. correu como um leão. forte, rápido e másculo. pela primeira vez Marcelo sentiu uma atração estranha por um homem. algo que nunca tinha sentido. Victor veio ao encontro de Marcelo e cumprimentou-o pelo desempenho. Marcelo retribuiu. ambos sorriram e o cheiro do suor de Victor, misturado com aquela visão do shorts molhado e colado nas coxas, fez seu pau endurecer. Victor percebeu e o enorme volume no shorts molhado, mostrou que o tesão era recíproco. descobriram-se praticamente vizinhos e foram embora caminhando lado a lado meio constrangidos.
Victor: - você conhece aquele sítio aqui perto que tem um pasto enorme com um riacho?
Marcelo: - o do zé candinho? aqui no final da rua, na saída da cidade? conheço.
Victor: - esse... esse. topa correr daqui até lá e dar um mergulho?
Marcelo: - vamos.
correram toda a rua, um pedaço da rodovia que saia da cidade e por fim um caminho de terra que levava até o pasto do sítio. chegaram exaustos, suados e caíram na grama. não conseguiam falar. apenas rir. quando recuperaram o fôlego, Victor pulou em cima de Marcelo e disse:
Victor: - agora vamos lutar.
Marcelo surpreso com aquele gesto brusco, tentou empurrar Victor mas, não conseguia. ele era muito mais forte e o peso do corpo dele impedia. era o que Victor esperava, que Marcelo resistisse. começaram a encenar uma luta onde os corpos suados e quentes se fundiram. as coxas, os peitos, os braços... e os paus. os dois paus duros denunciando as segundas intensões daquilo tudo. Victor segurou forte Marcelo de forma que este não tinha saída. então os rostos colaram e as bocas molhadas se encontraram. Victor meteu a língua grossa e quente dentro da boca de Marcelo, demarcando aquele território com sua saliva doce. meteu a língua fundo e os lábios carnudos de Marcelo aceitaram a invasão. em segundos estavam nus. Marcelo estava bêbado de tantas sensações. eram muitas ao mesmo tempo. todas novas. Victor mais experiente por trepar com a namoradinha do ginásio, conduzia tudo. abraçou Marcelo e enquanto beijava sua boca, meteu o pau melado dentro daquele cu apertado e virgem. penetrou aos poucos, metendo cada centímetro. Marcelo sentiu dor e prazer. sentiu pela primeira vez a sensação de ser violado. Victor sentiu o coração e o pau pulsarem loucamente. o mundo sumiu de repente. todos os barulhos cessaram. então Victor jorrou toda a porra que possuia, dentro daquele cu agora desvirginado. urrava. Marcelo com o pau enterrado no cu, quase perdeu os sentidos. subiu aos céus... sentou a direita... Hosana nas alturas... desceu ao inferno. a luxúria queimando seu corpo o fez gozar sem tocar-se. não era mais criança. nunca mais seria.
ficaram assim inertes. dois corpos mortos. aos poucos foram recobrando as forças e deitaram um ao lado do outro.
Victor: - você já tinha feito isso alguma vez?
Marcelo: - nunca.
Victor: - gostou?
Marcelo: - acho que sim...
Victor:- eu quero mais outro dia. vou te ensinar mais coisas. você vai gostar.
Marcelo: - vamos pular na água?
Victor: - quem chegar por último é mulher do padre.
os encontros continuaram pelos meses seguintes. sempre seguiram o mesmo ritual. porque para eles aquilo nunca foi sexo. aquilo era brincar de lutar. dois garotos brincando de luta. mas no final do ano os pais de Marcelo anunciaram a mudança para são paulo. encontraram-se pela última vez e naquele dia chovia. ao invés do pasto, abrigaram-se numa casinha abandonada no final da rua. mas dessa vez não lutaram. olharam-se nos olhos e despediram-se com um beijo. mudo. apenas algumas palavras de Victor.
Victor: - se cuida garoto. na cidade grande tem muita gente ruim. não deixa ninguém te machucar, tá bom?
nunca mais se viram. Marcelo voltou, já adulto, anos depois para visitar parentes. buscou por Victor. soube que hoje ele vive em outro Estado, casado, com 2 filhos. uma tia lembrou-se que tem o telefone do sobrinho. Marcelo já em são paulo ligou e escutou do outro lado da linha a mesma voz de quase 20 anos atrás. só que agora, uma voz de homem. riram. falaram de tudo e fizeram a promessa de um dia reencontrar-se, para matar as saudades dos velhos tempos.
1:51 PM Embarque aqui:
Digital Vision
acreditar-se de alguma maneira especial.
ter em algum lugar do inconsciente a crença de que uma bolha de segurança e boa ventura lhe envolve e protege.
acreditar que todos os infortúnios foram, de alguma maneira, algo passageiro que lhe sobreveio como forma de crescimento.
teimar, como uma criança, que a felicidade é uma questão de tempo, mesmo sabendo da improbabilidade dessa esperança.
crer que as pessoas, mesmo as más, um dia serão melhores e mais atentas ao que de mal elas fazem ao próximo e deixem de fazê-lo. inclusive você.
sentir saudades de um tempo que você nem viveu, mas acredita ter sido melhor.
enxergar seus erros e defeitos e mesmo não fazendo nada de muito concreto para mudá-los, acreditar que um dia você será uma pessoa melhor.
continuar fazendo coisas que não lhe agradam, pura e simplesmente porque tem preguiça de deixá-las de lado ou porque ainda possui uma insegurança tola que o aflige com a idéia de que os outros pensariam de você se não mais as fizesse.
ser muito mal educado e irracional com pessoas que esperam de você doçura e carinho e ser doce e carinhoso com pessoas que merecem tua má educação e irracionalidade.
pensar em tudo isso num final de noite de domingo e ficar com medo de morrer um dia desses e descobrir que não adiantou pensar em nada disso.
12:07 PM Embarque aqui:
11:44 AM Embarque aqui:
Sparky
5 chopps escuros no Viena.............................R$ 18,00
2 pedaços de pizza n'O Pedaço da Pizza............. R$ 8,40
1 Trident sabor hortelã no bar da esquina.......... R$ 1,00
constatar que o cara ao teu lado é
tudo aquilo que você imaginava e
algo mais...............................................não tem preço
5:06 PM Embarque aqui:
Luciana Benatti
sábado na Benedito Calixto - para quem não conhece, uma praça com uma feira de antigüidades que se tornou point no bairro de Pinheiros em São Paulo - pode ser uma ótima oportunidade para quem quer saber como é a fauna gay de sampa. principalmente se o sábado é feriado nacional. porque aí aparecem pra completar a fauna, as balconistas de shopping e as cabeleireiras que nesse dia normalmente estariam trabalhando. tem de tudo...
as finas e cultas que foram para ver se achavam um Gallé assinado - invariavelmente falso - ou um celadom que ela precisa ter no nicho de entrada do apartamento de qualquer maneira, e que depois passam com ar blasé e nariz empinado imaginando o quão horrível deve ser a vida dessas bichas desclassificadas.
as barbies milimetricamente arrumadas dentro dos seus modelitos cabelo wax, Nike Shox, calça justíssima Zoomp/Fórum/Levi´s e camiseta Diesel/Colcci ou um modelo customizado com lantejoulas. aliás, é engraçado ver que várias compram o mesmo modelo de camiseta e aí as vezes você tem a impressão de ver clones de bichas por todo lado. tipo assim, um efeito agente Smith em Matrix Reloaded.
os flogers também estão em massa. principalmente aqueles que possuem os flogs olha-meu-cabelo-que-horrível-acabei-de-acordar. eu-depois-da-academia-suado. eu-com-Tati-a-Dri-e-a-Fá-bombando. eu... eu... eu... eu... esses na verdade estão ali para serem reconhecidos e apontados, como previu Warhol.
os blogers, que de alguma maneira estão na opção anterior no quesito 15 minutos, só que sem fotinhos, menos alienados e incógnitos pra poder gongar as flogers e conseguir inspiração pra um post na segunda-feira, caso deste que vos fala.
os surfistas, look chinelo/sandália, berma Oskley, camiseta Stanley e óculos Hang Loose, que fazem questão de deixar claro na atitude que não são gays, no máximo bissexuais. apesar de sempre estarem em bandos de homens, ou melhor, de brothers, véi... brothers!
as bichas irmão caminhoneiro, são aquelas que não possuem amigos gays. só amigas sapatas. geralmente estão vestidas no estilo esporte-fino. ou seja, calça quase no peito, camisa manga comprida dobrada, cinto e sapato caramelo sem meia e gel no cabelo. tem como muso inspirador o Chiquinho Scarpa.
as balconistas e cabeleireiras, sempre em grupos pequenos ou mescladas aos outros grupos, sendo que as primeiras vão com as roupas de marca da loja em que trabalham e querem estar em qualquer outra categoria menos nesta. então dá-lhe carão. e as segundas, inconfundíveis pelos penteados. são das mais variadas cores, cortes e formatos. se você quer saber qual é a última tendência pra cabelos, vá lá nestes dias. você vai se espantar que moicano-wax já era, que o lance agora é fazer uma coisa assim meio bomba de hiroshima... alta e espalhada pros lados, com as pontinhas descoloridas ou coloridas.
os ripongas, que vão de chinelo de dedo de couro, uma bata bitnik, cabelos sebosos, cara de maconhado - na verdade maconhados mesmo - e que passam horas naquele papinho cabeça uspiniano completamente ininteligível pra qualquer um, inclusive pra eles mesmos, já que nessa altura do campeonato estão todos maconhados.
e por fim, as bichas pão-com-ovo ou poc-poc, dá na mesma, que estão ali porque elas também são filhas de deus. são fáceis de identificar. estão sempre em bandos, todas com roupinhas da Renner, C&A e Marisa, soltam gritinhos e de cada 10 palavras que elas falam, metade são do dialeto yorubá, o que faz o papo virar algo assim... mona, aqüenda aquele bofe odara, com o ocane gritando!
de qualquer maneira, mais do que constatar a diversidade da fauna, é saber que tudo isso acontece em pleno sábado ensolarado, das 14 às 20hs. em um lugar público e freqüentado por inúmeras famílias que vão ali para apreciar a feirinha ou comer nos restaurantes próximos, num belo exemplo de sadia convivência entre os diferentes entre si, mas iguais no propósito: divertir-se.
7:44 PM Embarque aqui:
Kevin Cruff
para mim, a mais perfeita tradução dos trabalhadores foi feita pelo Chico nessa música. poesia, tristeza e alegria... miséria, solidão e morte... num sábado qualquer.
Chico Buarque
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
1:23 PM Embarque aqui: